Plastivida Alerta

Conheça corretas informações sobre os plásticos degradáveis (oxi-biodegradáveis, biodegradáveis etc.)

Os plásticos degradáveis não desaparecem na natureza. O que realmente acontece é a fragmentação, desse produto, transformando-os em pequenas partículas, que após longo prazo ao ar livre podem ou não vir a se biodegradar.

Por se fragmentarem e se dispersarem no ambiente, os plásticos degradáveis tornam sua coleta absolutamente inviável, podendo resultar em poluição e em sérios e irreparáveis danos ao meio ambiente, a curto/médio prazo.

Para que os plásticos degradáveis se biodegradem é necessária a presença de fatores tais como oxigênio, luz, umidade, temperatura, manejo continuo, entre outros. Portanto afirmar que qualquer produto pelo simples fato de ser biodegradável se biodegradara em qualquer condição, até mesmo ao ar livre, é uma afirmação incorreta.

Para não causarem danos ambientais os plásticos degradáveis devem ser encaminhados para usinas de compostagem, que são locais adequados para ocorrer a biodegradação.

A divulgação de informações de que uso de plásticos degradáveis é a solução para a redução dos resíduos sólidos urbanos, além de incorreta, certamente deseducara e induzira a população a descartar o lixo em qualquer lugar, sem qualquer cuidado, agravando o problema de poluição ambiental.

As normas americana e européia estabelecem que para que um produto possa ser classificado como biodegradável é necessário que a biodegradação ocorra em até 180 dias e que 60% (norma americana) e 90% (norma européia) do carbono contido no produto se transforme em CO2 (gás carbônico, água e material inerte). É importante lembrar CO2 é responsável pelo efeito estufa.

Os plásticos possuem elevado conteúdo energético (superior ao da gasolina). Portanto, degradá-los é desperdiçar a uma fonte de energia.
Até a presente data, o uso de embalagens plásticas degradáveis – inclusive sacolas de supermercado – para contato com alimentos, cosméticos, fármacos e produtos de higiene pessoal não tem seu uso autorizado pela ANVISA (resolução n.º105), sendo, para tanto, obrigatória sua aprovação.

Na ausência da reciclagem energética no País (a qual é usada largamente em vários Países como Japão, União Européia, etc.), a melhor alternativa hoje é praticar a coleta seletiva e reciclagem. Destaque-se que o Brasil já recicla cerca de 456.00 t/ano e vem crescendo aproximadamente 49.000 t/anualmente.

O decreto para a redução do uso das sacolas plásticas no comércio* em San Francisco, California – EUA obriga o uso de sacolas plásticas compostáveis, sacolas de papel reciclável e/ou sacolas reutilizáveis**, exigindo que as sacolas compostáveis atendam a norma americana ASTM 6400 (Especificação padrão para plásticos compostáveis), o que deve ser verificado por entidades reconhecidas como o BPI – Biodegradable Product Institute.
*Supermercado lojas de departamentos com vendas anuais iguais ou superiores a US$ 2 milhões (prazo: 6 meses e farmácias/drogarias que tenham 5 ou mais lojas pertencentes a um único dono (prazo: 1 ano)

**As sacolas reutilizáveis podem ser de pano ou tecido lavável e/ou de plásticos durável com uma espessura mínima de 57 micras.

Fonte: Plastivida

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